Rafael Campos, 34 anos, construiu uma carreira atuando em multinacionais da área contábil. Entre 2010 e 2013, ele trabalhou nos Estados Unidos, país onde conheceu o empresário chinês Heming Chang.

“Ele queria fazer negócios no Brasil. Fizemos um estudo e vimos que esse mercado de smartphones estava em evolução. Consequentemente, surgiria uma demanda por peças de reposição para aparelhos”, afirma o brasileiro.

Com ajuda de Chang, Campos começou a importar da China baterias, câmeras, displays e outras peças de celular, um investimento de R$ 40 mil. Assim, criou o primeiro estoque da Empório do Celular, site que comercializa peças e componentes de reposição para smartphones.

O negócio cresceu rapidamente: ao final do primeiro ano o estoque da empresa já havia sido triplicado para atender a alta demanda. No ano passado, o faturamento do negócio alcançou a marca de R$ 10 milhões. Uma série de razões contribuíram para esse resultado.

Uma delas foi a estratégia de dar aos clientes a possibilidade de arrumar seus próprios telefones, enviando kits e disponibilizando tutoriais juntos com os pedidos. “Isso fez a gente muito conhecido no mercado. Ajuda muito quem vive em regiões afastadas e aqueles consumidores que querem fazer o serviço sozinhos”, diz campos.

Outro ponto forte foi a decisão de levar a empresa ao mercado de atacado. “Surgiram muitas lojas de assistência técnica e nós criamos uma área para atender também as pessoas jurídicas”. Hoje, 60% do faturamento da Empório do Celular vem do atacado e 40% do varejo.

De acordo com Campos, até mesmo o período de crise no Brasil ajudou sua empresa. “Hoje a pessoa pensa duas ou três vezes antes de trocar de aparelho quando quebra, muitos preferem arrumar”.

Atualmente, a Empório do Celular conta com 21 funcionários, das áreas de atacado, varejo, marketing e também em uma loja física, localizada na Lapa, zona oeste de São Paulo.

A empresa oferece entre 1 mil e 1,5 mil produtos em seu site, que também podem ser encontrados em plataformas de marketplace, como Mercado Livre. “Esperamos um crescimento entre 20 e 25% em volume de vendas em 2018”.

FONTE: Pequenas Empresas Grandes Negócios