O varejo online desenvolveu-se muito nos últimos anos, representando uma grande fatia do mercado nacional. Segundo a ABComm, as vendas realizadas por meio de markeplaces representam 20% de todo o volume de vendas online.

Para entender o quão grande é essa fatia, basta saber que, em 2016, o faturamento registrado no varejo online foi de quase R$ 54 bilhões. Apenas os produtos comercializados por meio de marketplaces foram responsáveis por um volume de R$ 10,8 bilhões.

Para se dar bem nessas plataformas, é preciso muita organização e comprometimento. Para lhe ajudar, separamos algumas dicas do diretor do Marketplace do Magazine Luiza, Carlos Alves.

Continue a leitura e aprenda com a sabedoria de alguém que realmente entende do assunto!

#1 Tenha estoque próprio

Os marketplaces possibilitam que seu negócio esteja exposto para milhões de consumidores; logo, é muito importante que tenha capacidade de atender a demanda com excelência.

Nada de ficar adquirindo os produtos de fornecedores depois que a venda foi realizada, pois isso pode acabar sabotando sua relação com os consumidores, principalmente se gerar atrasos na entrega.

#2 Ofereça possibilidade de agendar entregas

Em alguns Estados, esse benefício é garantido por lei (Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo), então é preciso que você conte com um parceiro logístico capaz de atender a esse tipo de particularidade.

A legislação garante que o consumidor possa escolher, além da data da entrega, o horário, que pode ser manhã (7h às 12h), tarde (12h às 18h) ou noite (18h às 23h). O ideal é que contrate os serviços de uma transportadora de cargas fracionadas e negocie os custos de agendamento para sua demanda.

#3 Garanta ao cliente o direito de arrependimento

Boa parte dos lojistas não está preparada para o direito de arrependimento do cliente para compras online, que pode ocorrer em até 7 dias após o recebimento do pedido. Esse é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor e não pode ser negligenciado.

Nesse ponto, vale pensar quanto de custos extras serão acrescidos ao custo real dos produtos (devolução), podendo inclusive passar a integrar sua base para formação de preço final.

#4 Não perca o controle do fluxo de caixa

Vender em marketplaces torna o seu negócio mais visado e, consequentemente, há um grande aumento nas vendas. Essa nova demanda pode crescer mais do que você esperava, motivo pelo qual é necessário ter um rígido controle financeiro e manter a saúde da empresa.

Tenha sempre um bom capital de giro, para que seu estoque não esgote e permita atender seus clientes satisfatoriamente. Um pequeno deslize nesse aspecto pode fazer você perder dezenas ou até milhares de vendas.

#5 Vendas em diversos marketplaces

O e-commerce no Brasil evoluiu bastante, tendo originado diversos marketplaces. Esteja preparado para atender a todas as exigências e particularidades de cada um, de modo que possa se beneficiar da visibilidade que podem te trazer.

Tenha sempre à mão um checklist de documentos e guarde-os de maneira organizada, para facilitar o envio, quando solicitado. Isso faz com que seu negócio seja aceito com maior agilidade e transmita mais confiança e credibilidade da sua parte.

Para facilitar a sua integração aos diversos marketplaces, utilize o gateway da All Integra, que permite administrar as vendas realizadas em todas as plataformas com uma única área administrativa, inclusive com sincronização de estoque e preços.